04 fevereiro 2012

Disortografia

         Afirmações como estas não são novidade para quem trabalha ou convive com pais de crianças com disortografia: “O meu filho escreve com muitos erros”; “O meu filho esquece-se de escrever letras e noutras alturas acrescenta letras que não existem numa palavra”; “O meu filho nunca está com atenção, frequentemente troca sílabas quando escreve palavras do dia a dia”… Pela definição, Disortografia é “o conjunto de erros da escrita que afectam a palavra mas não o seu traçado ou grafia” (Vidal, 1989). Resultam na incapacidade de estruturar gramaticalmente a linguagem, podendo manifestar-se no desconhecimento ou negligência das regras gramaticais, confusão nos artículos e pequenas palavras e, em formas mais banais, na troca de plurais, falta de acentos ou erros de ortografia em palavras correntes ou na correspondência incorrecta entre o som e o símbolo escrito (omissões, adições, substituições, etc.). 

        Por sua vez, Moura (2000), diz-nos que Disortografia é uma perturbação que afecta as aptidões da escrita, e que se traduz por dificuldades persistentes e recorrentes na capacidade da criança em compor textos escritos. Estas dificuldades centram-se na organização, estruturação e composição de textos escritos, sendo que a construção frásica é pobre e geralmente curta, observando-se a presença de muitos erros ortográficos.

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