07 maio 2012

Questionário

Este é o link para preencher o questionário que me ajudará a entender como são avaliados os alunos com NEE integrados  em turmas de ensino regular. Se for professor, agradeço que preencha!

Questionário

18 fevereiro 2012

The Gift num "concerto inclusivo"

Os The Gift tocaram sexta-feira, dia 17 de Fevereiro no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, estreando os “concertos inclusivos”, neste palco.
Os “concertos inclusivos” dão a possibilidade a cidadãos, com deficiências visual ou auditiva, de participarem no espectáculo.
“Para as pessoas cegas existe um sistema de áudio-descrição, e para as pessoas surdas, um intérprete de língua gestual portuguesa que acompanha o espectáculo e vai descrevendo as letras”, explica uma nota do CCB.
“No Grande Auditório o intérprete de língua gestual ficará na zona do primeiro balcão, no lado par, espaço onde foram disponibilizados bilhetes para o público que tenha necessidade e queira usufruir deste sistema”, refere a mesma nota.
No átrio da plateia, no piso 1, será instalada uma exposição inclusiva, composta por 12 painéis “tácteis” e auto-sustentáveis, com fotografias de Podas Chaudhary, segundo a mesma nota.
O grupo de Nuno Gonçalves e Sónia Tavares interpretará essencialmente os álbuns "Explode" e "Primavera", em duas partes distintas dos concertos.
A digressão começou em Alcobaça no passado dia 13 de Janeiro, tendo a banda já actuado em Portugal e Espanha, totalizando vinte concertos.
Aos concertos em Lisboa segue-se, no sábado, a actuação no Teatro Municipal de Vila do Conde.
Na próxima semana os The Gift atuam, quinta-feira, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, na sexta-feira, no Académico Gil Vicente, em Lisboa, e, no sábado, no Theatro Circo, em Braga.
Depois destes concertos o grupo fará uma pausa, porque a vocalista, Sónia Tavares, está grávida.
Os Gift, que surgiram em Alcobaça em 1994, integram os irmãos Nuno e John Gonçalves, Sónia Tavares e Miguel Ribeiro.
O grupo editou no início deste ano "Primavera", o quinto álbum de originais, que sucedeu ao álbum "Explode", editado em Março do ano passado.

04 fevereiro 2012

Disortografia

         Afirmações como estas não são novidade para quem trabalha ou convive com pais de crianças com disortografia: “O meu filho escreve com muitos erros”; “O meu filho esquece-se de escrever letras e noutras alturas acrescenta letras que não existem numa palavra”; “O meu filho nunca está com atenção, frequentemente troca sílabas quando escreve palavras do dia a dia”… Pela definição, Disortografia é “o conjunto de erros da escrita que afectam a palavra mas não o seu traçado ou grafia” (Vidal, 1989). Resultam na incapacidade de estruturar gramaticalmente a linguagem, podendo manifestar-se no desconhecimento ou negligência das regras gramaticais, confusão nos artículos e pequenas palavras e, em formas mais banais, na troca de plurais, falta de acentos ou erros de ortografia em palavras correntes ou na correspondência incorrecta entre o som e o símbolo escrito (omissões, adições, substituições, etc.). 

        Por sua vez, Moura (2000), diz-nos que Disortografia é uma perturbação que afecta as aptidões da escrita, e que se traduz por dificuldades persistentes e recorrentes na capacidade da criança em compor textos escritos. Estas dificuldades centram-se na organização, estruturação e composição de textos escritos, sendo que a construção frásica é pobre e geralmente curta, observando-se a presença de muitos erros ortográficos.

26 janeiro 2012

Atual educação estraga as crianças - Eduardo Sá


A atual educação estraga as crianças - Eduardo Sá
Foi assim que iniciou a sua palestra no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, uma iniciativa promovida em colaboração por aquela instituição e pelo Centro de Formação Ria Formosa sobre o “Envolvimento Parental na Escola”.

Perante um auditório com cerca de 280 pessoas, o conferencista afirmou que “a estrutura tecnocrática, em que se transformou a educação, faz mal” e criticou o “furor da formação técnica e científica” que levou ao esquecimento de que “o melhor do mundo não é a escola mas as pessoas e, em particular, as relações familiares”. Lamentando a ausência de uma lei de bases para a família e para a criança, Eduardo Sá lembrou que “há aspetos muito mais importantes do que a escola na vida das crianças”, como a família. “Estamos a criar uma mole de licenciados e de mestres aos 23 anos que esperamos que sejam ídolos antes dos 30 e o fundamental não é isso”, lastimou, lembrando que “estamos a exigir aos nossos filhos que sejam iguais a nós: que ponham o trabalho à frente de tudo o resto”, esquecendo-nos de brincar com eles.

O conferencista considerou que “criámos uma ideia absurda de desenvolvimento” e lembrou que “a vida não acaba aos 17 anos com a entrada no ensino superior”. “Só os alunos que tiveram pelo menos uma negativa no seu percurso educativo é que deviam entrar no ensino superior porque estamos a criar uma geração de pessoas imunodeprimidas”, defendeu, sustentando que “errar é aprender”.

Eduardo Sá disse achar “uma estupidez” crermos que tecnocratas sejam “sempre mais inteligentes porque dominam a estatística”, “inacreditável” que “o mundo, hoje, privilegie o número à palavra” e um “escândalo” que, “nesta sociedade do conhecimento, não perguntemos até que ponto é que mais conhecimento representou mais humanidade”. “Este mundo está felizmente a morrer de morte natural. O futuro vão voltar a ser as pessoas”, congratulou-se, considerando a atual crise uma “oportunidade fantástica que temos a sorte de estar a viver”. “Esta crise representa o fim de um ciclo que aplaudo de pé. Este furor positivista está felizmente a morrer”, complementou, considerando que “o custo do positivismo foi a burocracia e a tecnocracia”.“Acho ótimo que possamos reabilitar algumas noções que parecem ferir os tecnocratas e que são preciosas para a natureza humana. Acho inacreditável que, depois do positivismo, a fé tenha passado de moda porque a fé é uma experiência de comunhão entre as pessoas”, acrescentou.

Eduardo Sá defendeu que as “educações tecnológicas” possam dar lugar à “educação para o amor” como “a questão mais importante das nossas vidas”. “Acho fundamental que tenhamos a coragem, a ousadia e a verticalidade de dizer que a maior parte das pessoas se sente mal-amada e acho fundamental explicar aos nossos filhos que é mentira que acertemos no amor à primeira e que é notável aquilo que se passa dentro do nosso coração”, afirmou.

Neste sentido afirmou que “devia ser proibido dizermos aos nossos filhos que se deve casar para sempre”. “Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações”, concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. “É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias”, lamentou, lembrando que “pais mal-amados tornam-se piores pais”. “É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças”, sustentou.

Eduardo Sá defendeu que “as crianças devem sair o mais tarde possível de casa” e jardins de infância “tendencialmente gratuitos para todos”. “Não se compreende como é que a educação infantil e o ensino obrigatório não são a mesma coisa”, criticou, lamentando que os governantes, “nomeadamente a propósito da crise da natalidade”, não perguntem: “quanto é que uma família da classe média (se é que isso ainda existe em Portugal) precisa de ganhar para ter dois ou três filhos num jardim de infância”.

O psicólogo defendeu ainda jardins de infância onde as crianças “brinquem e ouçam e contem histórias”, tenham educação física, educação musical e educação visual. “O ensino básico não é muito importante senão para que, para além de tudo isto, as crianças tenham português e matemática”, disse, considerando ser “mentira que as crianças não tenham competências para a aprendizagem da matemática”. “É ótimo brincar com a matemática mas a matemática sem o português torna-nos estúpidos. Não consigo entender que este país não acarinhe a língua materna”, criticou.

Eduardo Sá disse ainda não achar que “mais escola seja melhor escola”, criticando os blocos de aulas de 90 minutos porque aulas expositivas daquela duração são “amigas dos défices de atenção”. “Acho um escândalo que as crianças comecem a trabalhar às 8h, terminem às 20h e que tenham, entre blocos de 90 minutos, 10 minutos de intervalo. Quanto mais as crianças puderem brincar, mais sucesso escolar têm”, defendeu, acrescentando que “os pais estão autorizados a ser vaidosos com os filhos mas proibidos de querer a criar jovens tecnocratas de fraldas”. “Devia ser proibido que as crianças saíssem do jardim de infância a saber ler e escrever”, advertiu.

A terminar, defendeu ser possível “ter sucesso escolar” e “gostar da escola”. “Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugir para a escola”, concluiu.











25 janeiro 2012

Letra para disléxicos

          Na semana passada, ouvi na rádio que tinha sido desenvolvido um tipo de letra específico para facilitar a leitura por parte de pessoas disléxicas. Resolvi pesquisar e encontrei vários "inventores" deste tipo de letra que, ao que parece, não é uma novidade.
      Apesar das informações contraditórias sobre o autor do referido tipo de letra, considero importante deixar aqui esta informação.

         Disléxicos - tipo de letra Sarakanda        
         Sarakanda é um tipo de letra desenhada para disléxicos, desenvolvido por Alejandro Valdez.
        “O projeto nasce como uma resposta concreta para a educação especial no país: produzir ferramentas educativas para detectar e tratar um problema específico que, neste caso, é a dislexia: transtorno de identificação, reprodução, compreensão e interpretação de signos falados e escritos” – afirma o designer Alejandro Valdez.

         Letra para disléxicos - Read Regular
        Read Regular é uma letra desenhada para disléxicos, para facilitar a leitura e a compreensão do que está a ser lido.
       Natasha Frensch, disléxica e designer criadora deste tipo de letra afirma: "Até agora tenho conseguido continuar a trabalhar para que este tipo de letra se torne acessível. Nunca imaginei que fosse tão bem recebido por tantos.”
 
 
         Christian Boer, designer holandês, desenvolve "Dislexye"

       Não é só uma letra bonita: “Dyslexie”, como o nome indica, é um tipo de letra que nasceu com o objetivo de facilitar a leitura àqueles que sofrem de dislexia.

      Christian Boer, o designer holandês (também ele disléxico) responsável por “Dyslexie” começou a trabalhar neste tipo de letra no ano de 2008. O trabalho não foi fácil e existiram carateres mais difíceis de conceber que outros: a letra “a”, por exemplo, exigiu mais de 12 horas de trabalho – menos que a vírgula que, ainda assim, consumiu 4 horas da atenção de Boer.

       A grande diferença por detrás desta tipografia reside no seu “peso” extra, acrescentado às pontas de cada caráter de modo a torná-lo mais carregado. Segundo Boer percebeu, devido à sua própria dislexia e recorrendo a um grupo de outras pessoas que sofrem da mesma condição, esta característica torna mais simples ler os carateres.

       Testada na Universidade de Twente, na Holanda, a tipografia teve resultados muito positivos. Com a sua criação, Boer espera ajudar os disléxicos “de modo a que a luta diária nesta sociedade de informação seja um pouco menos dura”.


18 janeiro 2012

O meu nome é Rádio


          Um filme sobre inclusão! Sobre um professor que acreditou que podia integrar um aluno diferente na escola e na sociedade em geral.

16 janeiro 2012

Psicoterapia/terapias comportamentais

        Iniciei uma nova disciplina neste meu percurso: Psicoterapia/terapias comportamentais, que pressupõe a aquisição de técnicas para trabalhar com os alunos alterações de comportamentos que possam prejudicar o seu desempenho escolar.
         Pessoalmente, estou a adorar a disciplina e a descobrir e a explorar uma nova área que me atrai bastante. Deixo aqui alguma informação que encontrei sobre este tema, retirado de Integra, o site de um espaço inovador de psicoterapia.

         "A psicoterapia é uma actividade profissional, que apesar de ser uma prática comum em muitos países há muitos anos, era até há bem pouco tempo desconhecida da grande maioria dos portugueses. Não surpreende pois, que para muitos dos clientes que procuram ajuda de um(a) psicoterapeuta, não seja muito claro em que consiste uma psicoterapia, existindo  nomeadamente alguma confusão, causada pela comparação com a consulta médica.
        A psicoterapia trata diversos problemas psicológicos, entre os quais a depressão, a ansiedade e as dificuldades de relacionamento com as outras pessoas são os mais comuns. É uma forma muito eficaz para a resolução de problemas psicológicos, mesmo daqueles que já existem há muitos anos.
     O tratamento destes problemas é feito através de conversas semanais de 50 minutos com um psicoterapeuta (geralmente um psicólogo). A psicoterapia pode ocorrer em conjunto com um tratamento medicamentoso com ansiolíticos ou anti-depressivos. A não ser que existam problemas ao nível físico, estes medicamentos não curam os problemas, mas aliviam os sintomas. Nalguns casos, contudo, os medicamentos podem ser mesmo necessários para melhorar o funcionamento mental do cliente, de forma a possibilitar a psicoterapia.
         Contrariamente ao que muitas pessoas  pensam, este tratamento não se resume a um conjunto de conselhos. Esta forma de ajuda também existe e chama-se aconselhamento psicológico.
       A psicoterapia é um processo de exploração do funcionamento psicológico do cliente com a ajuda do terapeuta, levando a um maior auto-conhecimento em relação a factores como a influência dos acontecimentos na história pessoal, a personalidade e padrões de relacionamento interpessoal. Assim, este processo propõe ao cliente uma oportunidade de aprender  a comportar-se, a sentir e a pensar diferentemente, de forma a desenvolver uma maneira mais produtiva e feliz de estar na vida.

          Um outro aspecto em que a psicoterapia é diferente do tratamento médico é que o cliente não se deve limitar a deixar-se  tratar, mas espera-se, outrossim,  que colabore activamente no processo. Muitas vezes é o cliente que traz o tema da sessão, sabendo ele/ela melhor que ninguém o peso dos factores que compõem a sua vida. Parte significativa do trabalho terapêutico é feita entre as sessões, reflectindo sobre e testando aquilo que foi dito na vida real. Para estimular esta actividade, o terapeuta muitas vezes pode prescrever «trabalhos de casa». Para realçar este papel activo, a pessoa que procura ajuda psicoterapêutica é chamada “cliente” e não paciente."

10 janeiro 2012

A menina que não falava

          Deixo-vos outro excerto de uma crónica de Manuela Cunha Pereira, que escreve no educare.pt.
       Apesar de nunca ter tido nenhum aluno com este tipo de dificuldade, achei o texto muito bonito e a experiência fantástica, do ponto de vista pedagógico mas, acima de tudo emocional. 
         O texto integral pode ler-se no site educare.pt ou na minha página Outras reflexões deste blog.

        « Foi em setembro que te conheci!
         A minha primeira aluna, enquanto professora do Ensino Especial (ainda não especializada).
         Conheci-te Alice... caso estranho o teu!
       Lembro-me que o teu diagnóstico era mutismo seletivo. Sabes o que é Alice? É um estado de ansiedade social. És capaz de falar com as pessoas que tu "eleges", normalmente através da vinculação afetiva, mas és incapaz de te expressar verbalmente em determinadas situações. Por isso, privas-te severamente de participar em atividades de grupo, por exemplo. É como uma forma de extrema timidez. Assim, as pessoas como tu podem passar todo o tempo completamente caladas na escola, por exemplo, durante anos, mas falar livremente ou excessivamente em casa.
        Pois e agora? O que fazer? Perguntava-me.

        Até que um dia...
       Deixei-me de teorias e deixei-me levar pela minha intuição, pela minha capacidade de improvisação, pelo afeto, pela tua confiança em mim e...

        Um dia, lembrei-me que a tua turma tinha aulas de dança. Tu adoravas ouvir música e, curiosamente, gostavas de música mexida.

       O milagre acabou por acontecer! Conseguiste dançar livremente!

       Nunca te esquecerei! Nunca esquecerei o tanto que aprendi contigo. Nunca te direi adeus! Foste embora e eu também. Tive de ir para outra escola. »
in www.educare.pt

05 janeiro 2012

Estratégias para pais e educadores de crianças com dificuldades na fala

Estratégias para pais e ed ucadores de crianças com dificuldades na fala

  • Compreender que as dificuldades ao nível da fala requerem algum tempo para serem superadas, não transmitindo ansiedade e demasiadas expectativas à criança;
  • Não imitar a criança quando esta comete um erro ao falar;
  • Dar sempre um modelo de fala correcto;
  • Incentivar a criança a expressasse oralmente em qualquer situação;
  • Valorizar sempre as aprendizagens, mesmo quando estas ocorram de forma mais lenta;
  • Realizar actividades que estimulem a fala (jogos, leitura de histórias, teatros com fantoches, etc.);
  • Explicar aos amigos da criança as suas dificuldades, para que estes a possam ajudar e não a tornem alvo de chacota.

Independentemente da causa das Perturbações na fala o importante é que estas dificuldades tenham o apoio necessário. Vários profissionais têm observado que a permanência das perturbações da fala em alunos de 1º ciclo influencia negativamente a aquisição da leitura e escrita. Neste processo de aprendizagem um dos passos cruciais consiste na reflexão sobre a oralidade, consequentemente, se o aluno apresenta alterações na produção dos sons, irá transportar estas dificuldades para a leitura e escrita.
É essencial que uma criança com este tipo de dificuldades seja avaliada/intervencionada o mais precocemente possível, evitando o comprometimento do seu percurso escolar.


Comunicação, Linguagem e Fala