05 dezembro 2011

Acessibilidades

      Hoje realizei uma pesquisa, solicitada pelo professor da disciplina de TIC, que visava a análise de sites a fim de detetar o cumprimento da Resolução do Conselho de Ministros Nº 97/99 sobre acessibilidade dos sítios da administração pública na Internet pelos cidadãos com necessidades especiais. 
      Até à data, não tinha pensado neste assunto com a devida atenção. Reparava que alguns sites apresentavam a informação em suporte áudio e vídeo, para além do texto escrito, mas nunca relacionei muito as coisas. Ao efetuar a pesquisa, apercebi-me que há já alguma preocupação com a acessibilidade dos sites por cidadãos com necessidades especiais, mas ainda não é uma preocupação generalizada.
     Um dos sites que consultei, anunciado na comunicação social como um dos primeiros a pensar nesse aspeto, foi claramente, uma desilusão. A mensagem sobre acessibilidades é a seguinte:
      "A afixação do símbolo de acessibilidade não garante que este portal seja 100% acessível.   A utilização deste símbolo demonstra unicamente um esforço no sentido de aumentar a acessibilidade deste portal em conformidade com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 97/99, de 26 de Agosto, sobre acessibilidade dos sítios Internet pelos cidadãos com necessidades especiais.
 
      Neste portal: 
            - Procedeu-se à rotulagem de todos os elementos gráficos contendo informação; 
            - As ligações (links) são acessíveis através do teclado."  

     Como verifiquei depois, através da análise de outros sites, estas duas transformações não são, de todo, suficientes para permitir aos cidadãos portadores de uma qualquer deficiência a rápida e fácil utilização/consulta de todos os conteúdos do site.   
      Pelo contrário, um outro site consultado, de uma Câmara Municipal, apresentou vários aspetos positivos que o destacam pela positiva, nomeadamente a vocalização dos conteúdos, a apresentação em vídeo dos conteúdos do site em língua gestual portuguesa para além da legendagem de todas as imagens.
       Finalmente, só posso concluir que há ainda muito a fazer nesta matéria. A sociedade tende a esquecer estes cidadãos, não só nas acessibilidades a nível informático como também físicas. Incluir estes indivíduos na sociedade é muito mais complexo do que à partida possa parecer.

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