A utilização de Tecnologias de Apoio (TA) para pessoas com deficiência terá sempre de ter em linha de conta a necessidade de potenciar e aumentar as capacidades funcionais destas pessoas, ajudando-as a enfrentar as dificuldades nas acessibilidades, anulando ou fazendo diminuir o “fosso” existente entre as suas (in)capacidades e as solicitações do contexto.
A Comunicação Aumentativa e Alternativa pode constituir um poderoso meio de combate às incapacidades neuromotoras graves de que é exemplo a Paralisia Cerebral, uma vez que a fala não é a sua principal forma de comunicação. Este tipo de comunicação constitui um conjunto de técnicas, ajudas, estratégias e habilidades, que uma pessoa sem comunicação oral necessita, para substituir a sua incapacidade de comunicar através da fala. Para este efeito, recorre-se a sistemas de comunicação com ou sem ajuda. Os primeiros referem-se àqueles a que o utilizador recorre a algum instrumento exterior ao seu corpo para comunicar o que pretende; já o sistema sem ajuda configura um tipo de comunicação em que o emissor utiliza o seu próprio corpo para estabelecer essa comunicação, como por exemplo a língua gestual.
Ao contrário do que pensava inicialmente, estes sistemas de comunicação podem ser utilizados em vários tipos de incapacidades graves de comunicação que, por sua vez, podem surgir a qualquer altura e em qualquer idade e ter origens diversas, como por exemplo, doenças neurológicas progressivas, acidentes vasculares cerebrais, traumatismos craneo-encefálicos, etc.
Em Portugal, foi na década de 80 que foram traduzidos e adaptados para o português os sistemas gráficos BLISS e PIC (hoje praticamente em desuso) e, nos anos 90, o Sistema PCS (Picture Communication System) que em português tomou o nome de “Sistema SPC - Símbolos Pictográficos para a Comunicação”. É este o sistema que neste momento constitui um standard no nosso país, estando largamente difundido entre os utilizadores de Comunicação Aumentativa, os seus familiares e os Técnicos que os apoiam. É um sistema em que a maior parte dos símbolos são iconográficos, contendo principalmente símbolos transparentes, desenhados com um traço negro a cheio sobre um fundo branco. O sistema está traduzido em numerosas línguas, e pode ser potenciado, através da utilização de um software específico (Programa Boardmaker) que sendo essencialmente uma biblioteca de símbolos do sistema SPC, permite a elaboração rápida e simples de tabelas e quadros de comunicação, ou a utilização desses símbolos com um conjunto de programas de comunicação existentes no mercado de que é exemplo o Programa Speaking Dinamically, disponível também já em português.
Em casos de incapacidade grave de comunicação, poder-se-á (e deverá) também utilizar um sistema para a comunicação aumentativa, podendo suportar-se esse sistema em “Tecnologias de Apoio à Comunicação”, que poderão contribuir de uma maneira significativa para melhorar o processo de comunicação/interacção dos seus utilizadores, garantindo-lhes em consequência uma melhor inserção nas sociedades de que fazem parte.
A Comunicação Aumentativa e Alternativa pode constituir um poderoso meio de combate às incapacidades neuromotoras graves de que é exemplo a Paralisia Cerebral, uma vez que a fala não é a sua principal forma de comunicação. Este tipo de comunicação constitui um conjunto de técnicas, ajudas, estratégias e habilidades, que uma pessoa sem comunicação oral necessita, para substituir a sua incapacidade de comunicar através da fala. Para este efeito, recorre-se a sistemas de comunicação com ou sem ajuda. Os primeiros referem-se àqueles a que o utilizador recorre a algum instrumento exterior ao seu corpo para comunicar o que pretende; já o sistema sem ajuda configura um tipo de comunicação em que o emissor utiliza o seu próprio corpo para estabelecer essa comunicação, como por exemplo a língua gestual.
Ao contrário do que pensava inicialmente, estes sistemas de comunicação podem ser utilizados em vários tipos de incapacidades graves de comunicação que, por sua vez, podem surgir a qualquer altura e em qualquer idade e ter origens diversas, como por exemplo, doenças neurológicas progressivas, acidentes vasculares cerebrais, traumatismos craneo-encefálicos, etc.
Em Portugal, foi na década de 80 que foram traduzidos e adaptados para o português os sistemas gráficos BLISS e PIC (hoje praticamente em desuso) e, nos anos 90, o Sistema PCS (Picture Communication System) que em português tomou o nome de “Sistema SPC - Símbolos Pictográficos para a Comunicação”. É este o sistema que neste momento constitui um standard no nosso país, estando largamente difundido entre os utilizadores de Comunicação Aumentativa, os seus familiares e os Técnicos que os apoiam. É um sistema em que a maior parte dos símbolos são iconográficos, contendo principalmente símbolos transparentes, desenhados com um traço negro a cheio sobre um fundo branco. O sistema está traduzido em numerosas línguas, e pode ser potenciado, através da utilização de um software específico (Programa Boardmaker) que sendo essencialmente uma biblioteca de símbolos do sistema SPC, permite a elaboração rápida e simples de tabelas e quadros de comunicação, ou a utilização desses símbolos com um conjunto de programas de comunicação existentes no mercado de que é exemplo o Programa Speaking Dinamically, disponível também já em português.
Em casos de incapacidade grave de comunicação, poder-se-á (e deverá) também utilizar um sistema para a comunicação aumentativa, podendo suportar-se esse sistema em “Tecnologias de Apoio à Comunicação”, que poderão contribuir de uma maneira significativa para melhorar o processo de comunicação/interacção dos seus utilizadores, garantindo-lhes em consequência uma melhor inserção nas sociedades de que fazem parte.
Exemplos de Tecnologias de Apoio à Comunicação Aumentativa
Digitalizadores de Fala
Os digitalizadores de fala são equipamentos que permitem uma gravação com voz (ou outro tipo de sons) numa ou mais áreas, e a possibilidade de uma pessoa sem comunicação oral, escolher o que está gravado recorrendo à selecção directa (e,g, pressionando numa determinada zona do aparelho) ou à selecção por varrimento, com recurso a uma interface exterior que se liga ao equipamento, actuada por um movimento voluntário do utilizador (pressão, sopro, etc.).
Teclado de conceitos Intellikeys
O IntelliKeys é um teclado de conceitos programável, sensível ao tacto, desenhado para permitir o acesso ao computador por utilizadores de qualquer nível etário. Ao contrário do teclado normal do computador, pode mudar-se o modo como o IntelliKeys se apresenta pela simples mudança de grelhas pré-concebidas e preparadas para executar todas as funções do teclado e do rato, adaptando-se às actividades que se pretendam executar.
Dispositivo apontador TRACKER
Como exemplo de uma interface de acesso ao computador por selecção directa, podemos mencionar o Tracker que é um dispositivo apontador, que emula as funções do rato. O Tracker, é um dispositivo que consiste num emissor/receptor de infravermelhos colocado no computador, cujo sinal é controlado por um pequeno reflector (sem peso) colocado, por exemplo, na testa do utilizador.
Como exemplo de uma interface de acesso ao computador por selecção directa, podemos mencionar o Tracker que é um dispositivo apontador, que emula as funções do rato. O Tracker, é um dispositivo que consiste num emissor/receptor de infravermelhos colocado no computador, cujo sinal é controlado por um pequeno reflector (sem peso) colocado, por exemplo, na testa do utilizador.
Programa GRID
O Programa GRID é basicamente um “Sistema de Teclados no Ecrã” com características que o tornam adequado a pessoas com necessidades especiais. Na verdade, este emulador de teclado pode substituir por completo as funções dum teclado convencional e/ou de um rato, através da utilização de um qualquer dispositivo apontador (ex., trackball, joystick, Tracker, etc.) ou através de um processo de escolha por varrimento controlado por um manípulo. Basicamente o programa GRID pode ser utilizado como :
- Acesso total ao computador
- Programa de comunicação aumentativa
- Controlador de ambiente
Os teclados do programa GRID podem conter todas as ferramentas necessárias para controlar o ambiente Windows.
O Programa GRID é basicamente um “Sistema de Teclados no Ecrã” com características que o tornam adequado a pessoas com necessidades especiais. Na verdade, este emulador de teclado pode substituir por completo as funções dum teclado convencional e/ou de um rato, através da utilização de um qualquer dispositivo apontador (ex., trackball, joystick, Tracker, etc.) ou através de um processo de escolha por varrimento controlado por um manípulo. Basicamente o programa GRID pode ser utilizado como :
- Acesso total ao computador
- Programa de comunicação aumentativa
- Controlador de ambiente
Os teclados do programa GRID podem conter todas as ferramentas necessárias para controlar o ambiente Windows.
Informação elaborada com base na revista Diversidades, nº 7,
propriedade dos Serviços da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação
da Região Autónoma da Madeira

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